terça-feira, 30 de setembro de 2008

Murros sonoros do Homem Invisível

Debate político na Record, domingo, Barra Funda abarrotada, espaços fechados e a rua do Bosque não foi excessão. Como dizem os profetas, aquilo que é anunciado não tem escapatória e o que parecia ser uma noite apagada na livraria da esquina tornou-se um espetáculo notável.

"Não espere de mim mais do que o previsível, entre os heróis eu seria o homem invisível", foi do versos desses poemas guardados no arquivos que Felipe Parra, frontman do grupo, buscou inspiração para o nome da banda: "Homem Invisível, veio porque depois que o Gramophonia (antiga banda) tinha acabado eu tinha feito umas 25 músicas, junto com o Caio que me ajudava a compor e a gente precisava de um nome, porque ia ser horrível nos chamarmos 'Felipe e Caio'. Esse nome veio de uma letra do Reinaldo, que também compõe comigo e ficou legal, porque era apenas um projeto, não era nada definido, Homem Invisível podia ser qualquer coisa, tanto que acabou virando uma banda", explica.

Foi às 19H30min do dia 28 passado que os homens ocultos jogaram fora suas capas da invisibilidade, empunharram suas guitarras e baquetas e arrebentaram-se em ondas sonoras. Formado por músicos com experiência no cenário paulistano, não faltaram amps valvulados e instrumentos vintage para enaltecer ainda mais a apresentação, é claro, que eles de nada serviriam sem as notas dissonantes e melodia em escalas cromáticas que vinham da Jazz Master de Parra, além do timbre gordo e muito melódico providenciados pelo outro guitarrista Caio Filipini. A cozinha da banda formada por Tiago Archella no baixo e Ângelo Kanaan na bateria complementa o som com peso e um ritmo às vezes compacto, às vezes quebrado, soando bem característico.

As músicas que Parra e Filipini definem como "Rock estranho", tratam em suas poesias sobre assuntos dos mais variados: "Não tinha a intenção de de falar só de amor, tem vários assuntos como sobre um amigo imaginário, uma fala sobre um cachorro tentamos fugir do óbvio", aponta Parra. O Rock de fato predomina nos arranjos, passando pelo Blues, Country, mas com impacto e unidade.

O homem invisível apareceu em sua estréia mostrando que veio para ficar, quem acompanhar a banda vai conferir som de qualidade, timbres agradáveis e músicas diferentes, vale a pena conferir.

www.homeminvisivel.com.br
Show ao vivo- estréia da Banda, clique aqui e aumente o som.

Homem invisível - Amigo imaginário
Gravado por Mosto de idéias

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Fragmentos da bomba

Boa tarde minha gente! Segue mais um link sobre a discussão proposta esta semana no Post "O país do futuro" , caso os comentários sejam extensos, sigam as instruções do balão no canto superior direito.

http://br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200809261314_RED_77462007

É óbvio que não passaríamos ilesos, mas onde isso vai terminar?

Abraços.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Da crise ao som

Boa tarde! Hoje acrescento ao tópico de ontem, nomeado "O país do futuro", com uma notícia a respeito da influência da crise econômica no nosso "Brasilzão". http://economia.uol.com.br/ultnot/2008/09/24/ult4294u1673.jhtm

Este é o que chamo aqui no nosso espaço de "tópico aberto", para discutirmos o assunto e apuramos o que as cabeças pensantes que navegam pela web concluem sobre o assunto. Como os espaço para comentários no blog é pequeno, escrevam suas opiniões para "Mosto de idéias" e na terça-feira que vem, dia 30/09, vou publicar o resultado em um "post especial". Prentendo durante esta semana dar segmento aos links correlatos ao assunto para que todos se interem e participem.


Mudando da água para o vinho, domingo dia 28/09 às 18H na Livraria da Esquina, (Rua do Bosque, 1254- Barra Funda) as partituras serão convertidas em ondas sonoras! O "Mosto de idéias" vai cobrir o show de uma banda de Rock diferente do convencional, "Homem Invisível".
Riffs excêntricos e melodias malucas parecem os pilares da união dos três guitarristas que compõe a banda, do ritmo pesado que parte de seu baterista, mas é isso que vamos conferir, prepararem-se para ver algo distinto.
O leitor que gosta ouvir coisas novas, não deixe de visitar a página para conhecer mais a respeito deste quarteto paulistano.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

O país do futuro

Um texto de Clóvis Rossi " E ainda abanamos o rabo" tirado hoje do site da folha online (para quem é assinante da Folha ou UOL: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2309200803.htm) critica a crise americana, sobretudo falando a respeito da classificação dos países emergentes. Segundo o texto, o presidente Lula ficou encantado com a classificação no setor financeiro do Brasil que passou a “investiment grade”, ou seja, segundo ele o país passa a ser considerado “Sério” para investimentos e para geração de riqueza.
A conclusão é coesa quando diz que acreditar nas previsões de quem está “quebrando” é no mínimo incoerente e como disse: “Prefiro jogar búzios ou consultar cartomantes”.

Consultei o pessoal, da Folhapress, mas não obtive autorização para reproduzir o texto, pois eles o comercializam em seu site para assinantes, mas falar sobre as expectativas do país não é muito complicado se acompanharmos o contexto atual.

Considero que o texto deixa bem claro o que penso a respeito da política: Um vai e vem onde nós, o Brasil fica à mercê de políticas internacionais. Evidenciou-se que não há como prever muita coisa, pois a grande potência mundial (EUA) sofre a maior de suas crises desde a década de 30. Renato Russo entoa a altos brados desde 1990 em sua canção chamada " Duas Tribos" : "O Brasil é o país do futuro", mas será mesmo? Ainda há muita coisa para consertar nessa ex-colônia de exploração (será?) para que isso se torne realidade. A postagem de hoje não tem a pretensão de apontar o que eu acho melhor para o Brasil, mas abrir espaço para discussão. Você leitor o que pensa a respeito do assunto? Os comentários pertinentes serão divulgados terça da semana que vem com o título " Resposta dos moradores do país do futuro", não muito criativo mas funcional. Por favor, leiam e comentem!Um abraço!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Esta noite ficará na história

Você leitor com certeza já ouviu famosas histórias de auto-ajuda, coisas do tipo: - "pense positivo, você consegue" - ou mesmo - "Peça para o Cosmo que ele realizará", muito bonito, mas pensar não materializa nada, não paga conta. O óbvio é que com persistência, foco e calma você deve lapidar no mundo aquilo que a mente produz. O pessimismo (outro atributo do plano mental), esse sim muda tudo. -"Não acredito que consigo, logo não faço", é como uma bosta de pomba que cai por entre os fios elétricos em uma velocidade incrível na sua roupa nova que você acabou de vestir após o banho caprichado para encontrar a namorada: você xinga o mundo todo, e tem a certeza de isso foi obra divina, para atrasá-lo, para detoná-lo, mas não.
- "Cara, a câmera tá quebrada, e pra consertar fica o preço de uma nova", dinheiro esse que não tinha, mas já estava combinado que eu iria fazer o curta metragem e participar do festival. Foi como a "bomba de bosta", tirou o tesão logo de cara. Outro camarada, o Mauricio falou que não havia problema que a gente ia escrever o roteiro primeiro e que daríamos um jeito. Seguimos em frente.
Comecei a brincar de escrever já desacreditando que ia funcionar e que eu estava perdendo um tempo precioso das férias universitárias, pensamentos deprimentes unidos às cotidianas brigas familiares, estresse, falta de grana, sem nada, sem puto.- "tem uns amigos concorrentes que estão orçando uns R$1000 para fazer o figurino alugar equipo etc."- dizia o Mauricio pelo telefone arrebentando minha orelha esquerda e o diabo do pessimismo cutucando na direita: -"eu não tenho nem R$50, nem R$ 50...
Roteiro pronto precisando começar a rodar e nada de câmera, nada de bufunfa nada de nada e lembrei de um amigo, que tem uma esposa, que tem uma handycam e que talvez se eu pedisse, ela emprestaria, mas não, a orelha direita já estava inchada: - "isso é um absurdo, não se pede as coisas pros outros desta forma, uma handycam! Você emprestaria a sua? E se quebrar? Não tem din din pra consertar!" - "Alô, Felipão? Quanto tempo! E a Lú tá bem? Sabe aquela vez que..." - consegui. Vivas! Só faltava aprender a mexer no brinquedo.
Eu sempre me considerei um pouco complicado na hora de transpor idéias, mas o roteiro que escrevi com meu amigo foi algo além da imaginação. Hollywood ficaria encantada! Todos os melhores atores dariam a vida para representar o sofrido Pedro Diamond, a mais alucinógina experiência lisérgica não seria nada comparada ao climax tempestuoso do curta! Fiquei levemente abobalhado com esses sentimentos. O telefone tocou com o Mauricio do outro lado e sai do sonho lembrado que eu estava em São Paulo, aqui não era a gringa, eu tinha só uma minúscula câmera para tentar passar alguma coisa mais ou menos do que estava escrito no roteiro e que também não conhecia ator nenhum e caso conhecesse duvido que algum toparia atuar na faixa. Foi o fim, mas meu irmão estava de bom humor e como o roteiro evidenciava a perspectiva de aparecer pelado ele adorou e conseguimos o ator, iámos rodar duas cenas na Pedra Grande sábado de manhã, ai, ai.
Gravamos em meio à natureza e um "senhor frio" às 7 da manhã. Um amigo do irmão conseguiu uma outra câmera, daquelas de casamento, a luz no fim do túnel brilhava um pouco mais. De volta a Sampa gravamos as cenas urbanas e quando tínhamos todo o material lembramos que nenhum de nós nunca editara na vida! Difícil, viu? Noites e mais noites, o computador com vírus, mas tava funcionando. O Felipão que me emprestou a máquina se ofereceu para gravar a trilha sonora em seu estúdio o que deu um toque especial à aberração.
Aos trancos e barrancos o curta metragem "Esta noite ficará na história" chegou à tela do salão do térreo da Universidade São Judas devendo e muito em qualidade de imagem e som. Tudo parecia acabado. Nas premiações foi com surpresa quando ouvi o nome do curta sendo chamado para terceira menção honrosa da categórica "vídeo-ficção". Fiquei contente, pois ignoramos todas a dificuldades e mesmo que imperfeito conseguimos o intento. A orelha direita ardia, mas logo passou e me fez entender o quanto é importante ter objetivo e não se deixar levar pelo desespero, fomos até as últimas consequências e chegamos até lá. Não ganhamos troféu, apenas o dvd do filme "Cidade de Deus", mas ele valia ouro.